NÃO PERCAM!!
Encontro de Gestão Territorial do Marajó.
De 18 a 20 de Novembro, Ponta de Pedras, Marajó, Pará.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
FIlme Expedição Viva Marajó
Caríssim@s,
Dia 22 de novembro (terça-feira) tem Exibição do Filme Expedição Viva Marajó de Regina Jeha.
Horário: 18:30
Local: SESC BOULEVARD (em frente à Estação das Docas).
Divulguem e Prestigiem!
Veja trailer no link http://www.youtube.com/watch?v=QchQoFiZ3wM
sábado, 12 de novembro de 2011
O Trovador do Jari
Abril de 2006.
Eu vim daqui
Terra dourada
Diz "ó Jari"
A namorada
Serras, florestas
Meu caminhar
Trilhas, trilhos e frestas
Onde meus olhos foram apontar
Apontar.
Alta poesia
Nuvens sob os pés
Rosto-céu da guia
Amores, mil véus
Cubram o seu servo
Macios tururis
E sonho um paraíso
De cem cachoeiras, todinhas Jaris
Mil Jaris.
Filhos dos montes
Brios dos dourados
Crianças das fontes
Pureza dos matos
Bem-te-vis da inocência
Vaga-lumes do amor
Exaltando por pura vidência
E jogando sua luz ao te ver minha flor
Minha flor.
Pantoja Ramos
Enviado por Pantoja Ramos em 06/11/2011
Código do texto: T3320495
Código do texto: T3320495
Sipam começa hoje a instalar antenas na Amazônia para cadastro de famílias em programas sociais - 11/11/2011
Local: Brasília - DF
Fonte: Agência Brasil - EBC
Link: http://www.agenciabrasil.gov.br/
Paula Laboissière
Técnicos do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) começam a instalar hoje (11) as primeiras antenas de comunicação via satélite para cadastro de famílias que vivem em situação de pobreza e extrema pobreza. Ao todo, nove missões de campo devem percorrer mais de 9 mil quilômetros de estradas e hidrovias na região.
Os equipamentos vão permitir que os municípios tenham sinal de internet, possibilitando o registro online das famílias no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O cadastramento faz parte do Pacto Norte – Brasil sem Miséria, lançado em setembro pela presidenta Dilma Rousseff.
De acordo com o Sipam, as antenas serão instaladas em localidades de difícil acesso na Amazônia. Nas cidades amazonenses de Tapauá e Canutama, por exemplo, os técnicos devem enfrentar uma viagem de sete dias de barco. A Fundação Nacional do Índio (Funai) e as Forças Armadas também devem ajudar nas missões de campo.
A previsão é que a instalação das primeiras 24 antenas – de um total de 166 – seja concluída no final de dezembro nas seguintes cidades: Almerim (PA), Novo Repartimento (PA), Pacajá (PA), Redenção (PA), Laranjal do Jari (AP), Ananás (TO), Apuí (AM), Eirunepe (AM), Envira (AM), Guajará (AM), Ipixuna (AM), Pauini (AM), Tapauá (AM), Canutama (AM), Carauari (AM), Manicore (AM), Novo Aripuanã (AM), Tabatinga (AM), Amaturá (AM), Maués (AM), Nova Olinda de Norte (AM), Parintins (AM), Barreirinha (AM) e Urucará (AM).
Edição: Juliana Andrade
domingo, 6 de novembro de 2011
Escolas da RESEX Mapuá receberão alimentos para merenda escolar
Atendendo ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a prefeitura municipal de Breves, lançou edital para aquisição de alimentos para a complementação do cardápio da merenda que é servida nas escolas da Reserva Extrativista Mapuá, unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na Ilha de Marajó, no Pará.
O trabalho teve início no ano passado como fruto dos esforços de várias instituições. Por meio da parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), o Conselho Nacional de Populações Extrativistas (CNS), a Associação de Moradores da RESEX Mapuá (AMOREMA), a Agência Alemã GIZ e o ICMBIO, aconteceu a abertura do edital de chamada pública para aquisição de gêneros alimentícios da produção familiar dos moradores da RESEX Mapuá.
Em atendimento a legislação, no início desse semestre foi realizado um evento na Casa Familiar Rural, na Comunidade Bom Jesus, onde os produtores apresentaram a documentação da Associação de Moradores da Resex Mapuá (AMOREMA) para habilitação e projeto de venda de diversos produtos. Essa documentação foi checada pela equipe técnica da Prefeitura e os alimentos foram inspecionados por uma nutricionista.
Entre os alimentos que serão fornecidos às escolas estão frutas, verduras e alguns itens indispensáveis para os moradores locais como a farinha de mandioca e a tapioca. Segundo a Diretora Benedita Costa "Bena", responsável pela alimentação escolar do município, "os produtos adquiridos da agricultura familiar são ricos em vitaminas, minerais e fibras”.
Segundo o técnico do Conselho Nacional de Populações Extrativistas (CNS), Ivanildo Brilhante, esse é o primeiro registro de compra de alimentos produzidos exclusivamente por moradores de uma Reserva Extrativista para abastecer as escolas da rede municipal. Ele também destaca que são muitas as vantagens quando a escola usa na merenda escolar alimentos produzidos localmente ao invés de comprar itens industrializados produzidos em outras localidades distantes
“Isso gera uma fonte de renda adicional para os moradores da Resex, além de servir como incentivo à produção da agricultura familiar e ao consumo de alimentos mais saudáveis. Com certeza esse trabalho pioneiro irá gerar muitos frutos para fomentar o desenvolvimento econômico e social das populações da floresta, garantindo o uso sustentável dos recursos naturais”, finaliza Ivanildo.
VIVA MARAJÓ
Defendemos a candidatura do Marajó como Reserva da Biosfera inserindo de fato as comunidades tradicionais e as populações das cidades marajoaras ao debater seus problemas socioeconômicos, ambientais e culturais.
Defendemos um Território da Biosfera, pautada em uma economia responsável e inclusiva.
Marajó importante para a humanidade, de riqueza histórica descoberta a cada dia para cadernos de hoje e de amanhã.
Que abraça o estuário do maior Rio do Mundo.
Que reza ou ora para agradecer pela natureza e para pedir dias melhores para sua gente.
Que rema pelos igarapés, que corre pelos campos, que sobe nas palmeiras, que desce para debulhar e deita para sonhar.
Não tenho dúvida: Viva Marajó!!
Defendemos um Território da Biosfera, pautada em uma economia responsável e inclusiva.
Marajó importante para a humanidade, de riqueza histórica descoberta a cada dia para cadernos de hoje e de amanhã.
Que abraça o estuário do maior Rio do Mundo.
Que reza ou ora para agradecer pela natureza e para pedir dias melhores para sua gente.
Que rema pelos igarapés, que corre pelos campos, que sobe nas palmeiras, que desce para debulhar e deita para sonhar.
Não tenho dúvida: Viva Marajó!!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Itatupã-Baquiá: Modalidade Pioneira de Regularização Fundiária em Gurupá
Agosto de 2005
E tudo começou com uma discussão sobre plano de uso dos recursos naturais. A comunidade do São João do Jaburu, em Gurupá, preocupada com o futuro de seus habitantes que vivem do extrativismo do açaí, da pesca, da caça e da extração de madeira, iniciou uma revolução silenciosa de reorientação de como usufruir a floresta que a cerca, seus rios, suas plantações. Um verdadeiro código de postura que proporcionou aos moradores locais e de comunidades vizinhas debater temas ambientais cruciais que, enfim, levaram aos questionamentos sobre a situação fundiária em que viviam.
A partir da constatação de que empresas madeireiras que se diziam donas daquelas terras, de fato não detinham documentos comprobatórios de legitima posse, as comunidades da região do Itatupã-Baquiá prepararam - com o apoio de entidades como FASE, Sindicato de Trabalhadores Rurais de Gurupá, Câmara de Vereadores, ProVárzea e Conservação Internacional - o pedido de criação de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) primeiramente a nível municipal. Tal estratégia foi repensada e direcionada para a esfera federal, uma vez que as famílias envolvidas estavam temerosas em relação às práticas politiqueiras ainda correntes no país. Assim, optou-se pela segurança, apesar de mais dificultosa, do reconhecimento por parte do Governo Federal.
A área decretada pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva, assinada em 14 de Junho de 2005, possui 64.753 ha, envolvendo 142 famílias (cerca de 800 habitantes). Trata-se da primeira reserva do gênero implantada no país, apesar de estar prevista na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC. A principal característica de uma RDS é o uso responsável do meio ambiente, com a gestão dos recursos naturais da fauna e da flora conduzidas pela população local e IBAMA.
Os próximos passos após a criação da RDS de Gurupá são o cadastramento dos posseiros, a realização dos estudos biológicos e a ampliação do número de planos de uso comunitários, ferramentas que serão fundamentais na elaboração do Plano de Manejo da RDS. As atividades até o momento desenvolvidas que apontam para a sustentabilidade de ações no Itatupã-Baquiá são:
- Os planos de manejo florestais madeireiros de pequena escala (PMF familiar) aprovados no IBAMA;
- O manejo de açaizais nativos diminuindo a exploração desordenada de palmito;
- O aproveitamento de capoeiras para fins agroflorestais – manejo de pau-mulato;
- O uso múltiplo de andiroba, com plano de manejo em tramitação no IBAMA-Ap e liderado pelas mulheres da região;
- O manejo sustentável do camarão como forma otimizada de utilização desse recurso pesqueiro;
- O fortalecimento institucional de associações comunitárias locais como a APROJA, ATAEDI e ATRAEIB .
Nas circunvizinhanças da RDS, existe um movimento de habitantes que também está trabalhando uma proposta de reserva, desta vez, extrativista (RESEX). O objetivo é, portanto, formar um mosaico de modalidades de unidades de conservação, somadas aos projetos já existentes em Gurupá, como os de Assentamento Agroextrativista em áreas de várzea – com a parceria entre GRPU e INCRA, Cessão de Uso Gratuito, Assentamento Estadual Agroextrativista, Remanescentes de Quilombos e titulação individuais, estes três últimos de alçada do ITERPA. Além disso, já tramita no Conselho Nacional de Populações Tradicionais do IBAMA uma proposta de RESEX que abrange os rios Marajoí e Pucuruí.
Um conselho para as comunidades amazônicas desejosas do direito de viverem em uma RDS, Reserva Extrativista ou outra categoria de regularização fundiária: comecem a discutir o modo como encaram a natureza. No mínimo estarão ajudando seus filhos e netos a permanecerem em seus lugares de origem. Documentos de terra em favor das comunidades tradicionais? Depende do grau de organização em que estiverem.
Pantoja Ramos
Enviado por Pantoja Ramos em 04/11/2011
Código do texto: T3316301
Código do texto: T3316301
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