segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Reino Marajó

   Foto: Instituto Peabiru. http://peabiru.org.br/multimidia-2/galeria-de-imagens/viva-marajo/#jp-carousel-995

                          Belém, 27 de outubro de 2013.

“Vaqueiro dos campos
Quais serão teus santos?
Rezo para tantos
Te trazerem a mim
Me joga teu laço
Dou primeiro passo
Zelo teu cansaço
Ai de ti!
Sozinho dá dó
Tu me és um nó
Vaqueiro Marajó”.

“Moça lá das matas
Força que me arrasta
Tu que me afasta
Do que é real
Nunca ter vivido
Posso ter ouvido
E to convencido
Não é normal
Avisa ó curió
Me traz o meu xodó
Donzela Marajó”.

Passa um cometa
Que aos dois afeta
Mata descoberta
Campos do Senhor
Uma carta escrita
No cabelo a fita
Vestido de chita
Pro amor
“Flor do Igapó
Somos nós um só
De um Reino Marajó...”.
Pantoja Ramos



   Foto: FASE


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sistemas Agrários que formaram o Marajoara - ensaio

    Foto: Suane Melo


Em 2008, o Governo Federal instituiu o Programa Territórios da Cidadania, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, classificando o Marajó como uma marca territorial. De fato, a centenas de anos os habitantes da região se reconhecem como marajoaras, identificação esta formada ao longo dos anos pelos distintos sistemas agrários que prevaleceram no Marajó, desde os Sistemas Indígenas (Schaan, 2004)[1], até o classificado como Contemporâneo (Souza, 2013)[2], passando pelos sistemas Agrário Colonial e da Economia da Borracha (Souza, 2013). Em comum a todos, a forte ligação das atividades humanas a mercê da abundância ou escassez de produtos florestais, agroflorestais e aquáticos. Desde 1950, este processo tem sido mais emblemático, como no exemplo do ápice e derrocada da indústria madeireira e do palmito, o que marcaria um Sistema Agrário da Indústria Predatória, como o próprio nome já indica, caracterizado pela falta de planejamento e sobre-exploração dos recursos naturais, favorecendo pequeno grupo de pessoas.

Historicamente esta região tem sofrido com a ausência de investimentos em infraestrutura, notadamente transporte e energia, dificultando a promoção do desenvolvimento em todas as suas dimensões. Isolamento geográfico/espacial, estagnação econômica e subdesenvolvimento político são as características que configuram a condição de abandono e pobreza do Marajó no momento atual. Mesmo os investimentos feitos no Marajó serviram para enriquecer financeiramente a poucos, em detrimento dos trabalhadores rurais e urbanos. Tal negligência estatal e mesmo da sociedade em geral por séculos acabam por manter os números de IDH e PIB como dos piores do país.

   Foto: Instituto Peabiru (adaptado)


A oficialização de Território Tradicional e Povos/ Comunidades Tradicionais a partir do Decreto Lei 6040, de 07 de fevereiro de 2007 reforça a ideia de um Marajó diferenciado: de possuir ribeirinhos que aparecem em sua origem como seringueiros, castanheiros, pescadores artesanais, indígenas além dos remanescentes de quilombos e  tipos humanos reconhecidos pela ciência como no caso do vaqueiro do Marajó (Boulhosa, 2007)[3] e dos peconheiros (extratores de açaí – Silva et. al, 2011 )[4]. Todos os citados anteriormente têm no uso da natureza a sua sustentação, influenciando decisivamente na socioeconomia histórica dos municípios marajoaras e capitais como Belém e Macapá. É neste contexto que o fortalecimento de áreas humanas, exatas, agrárias e biológicas deve encontrar campo fértil para continuar gerando novos estudos e descobertas.

A base desta nova plataforma científica pode estar na corrente mudança que vem ocorrendo desde 2002, com o início da regularização fundiária em ilhas da região, quebrando uma estrutura agrária que não reconhecia a posse das comunidades tradicionais.  A cessão de uso gratuito da Ilha de Santa Bárbara pela União aos moradores locais (2002), a criação do Assentamento Agroextrativista do Camutá do Pucuruí (2001) e a criação dos Remanescentes de Quilombos (2001), todos em Gurupá deram origem à uma enxurrada de debates sobre regularização fundiária no Marajó. Graças a estes primeiros avanços, criaram-se as Reservas Extrativistas em 2006 do Mapuá (Breves), Terra Grande Pracuúba (Curralinho/ São Sebastião da Boa Vista) e Gurupá-Melgaço, a 1ª Reserva de Desenvolvimento Sustentável Federal (chamada Itatupã-Baquiá, em Gurupá) e a partir de 2007, inúmeros Projetos de Assentamentos Agroextrativistas do INCRA e as milhares de emissões dos Termos de Autorização de Uso da SPU, indicando desta forma os processos de segurança da terra em favor das populações tradicionais como um novo Sistema Agrário Contemporâneo.

    Foto: Secretaria Municipal de Curralinho



Na observância dos ciclos agrários apresentados que tem como fundamento a sobrevivência do homem e da mulher marajoara a depender dos recursos naturais que dispõe, é o Marajó um território que precisa ter o desenvolvimento científico voltado para estas características. De políticas públicas que aperfeiçoem as tecnologias industriais a respeitar as regras de resiliência dos ecossistemas regionais. De consolidar a economia gerada do Marajó menos especulativa e mais produtiva para o bem estar da população, geradora de renda e ocupação a enfrentar os riscos sociais. De aplicação das diretrizes globais de aperfeiçoamento humano pautados nos objetivos do milênio. De uma agenda educacional baseada na realidade vivida por cada estudante do Marajó, seja morador da região dos campos, das florestas de várzea ou das áreas de terra-firme.

   Foto: Carlos Ramos





[1] SCHAAN, Denise Pahl. O povo das águas e sua expansão territorial: uma abordagem regional de sociedades pré-coloniais da Ilha de Marajó. Revistade Arqueologia, n. 17, p. 13-32, 2004.
[2] Souza, A. L. de. Evolução do Sistema Agrário da Mesorregião do Marajó: uma perspectiva sócio-histórica. Disponível em: http://www.isssbrasil.usp.br/isssbrasil/pdfs2/tcms_4.pdf
[3] BOULHOSA, M. da S. Entre a sela e o santo: um estudo sobre a identidade do vaqueiro marajoara. Dissertação (Mestrado) Ciências Sociais – Universidade Federal do Pará, 2007.
[4] Silva, R.O da; Coelho-Ferreira, M.; Jardim, M.; Lima, P.; Menezes, L. de. Pesquisa de Cadeias de Valor Sustentáveis e Inclusivas: Açaí. Instituto Peabiru, 2011. 64p. Documento Interno.

Ciência e Tecnologia para o Marajó


Foto: Suane Melo.


Em 2008, o Governo Federal instituiu o Programa Territórios da Cidadania, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, classificando o Marajó como uma marca territorial. De fato, a centenas de anos os habitantes da região se reconhecem como marajoaras, identificação esta formada ao longo dos anos pelos distintos sistemas agrários que prevaleceram no Marajó, desde os sistemas Indígenas (Schaan, 2004) , até o classificado como Contemporâneo (Souza, 2013) , passando pelos sistemas Agrário Colonial e da Economia da Borracha. Em comum a todos, a forte ligação das atividades humanas a mercê da abundância ou escassez de produtos florestais, agroflorestais e aquáticos.

Historicamente esta região tem sofrido com a ausência de investimentos em infraestrutura, notadamente transporte e energia, dificultando a promoção do desenvolvimento em todas as suas dimensões. Isolamento geográfico/espacial, estagnação econômica e subdesenvolvimento político são as características que configuram a condição de abandono e pobreza do Marajó no momento atual. Mesmo os investimentos feitos no Marajó serviram para enriquecer financeiramente a poucos, em detrimento dos trabalhadores rurais e urbanos. Tal negligência estatal e mesmo da sociedade em geral por séculos acabam por manter os números de IDH e PIB como dos piores do país.

Na observância dos ciclos agrários apresentados que tem como fundamento a sobrevivência do homem e da mulher marajoara a depender dos recursos naturais que dispõe, é o Marajó um território que precisa ter o desenvolvimento científico voltado para estas características. De políticas públicas que aperfeiçoem as tecnologias industriais a respeitar as regras de resiliência dos ecossistemas regionais. De consolidar a economia gerada do Marajó menos especulativa e mais produtiva para o bem estar da população, geradora de renda e ocupação a enfrentar os riscos sociais. De aplicação das diretrizes globais de aperfeiçoamento humano pautados nos objetivos do milênio. De uma agenda educacional baseada na realidade vivida por cada estudante do Marajó, seja morador da região dos campos, das florestas de várzea ou das áreas de terra-firme.


referências: 

SCHAAN, Denise Pahl. O povo das águas e sua expansão territorial: uma abordagem regional de sociedades pré-coloniais da Ilha de Marajó. Revistade Arqueologia, n. 17, p. 13-32, 2004.

Souza, A. L. de. Evolução do Sistema Agrário da Mesorregião do Marajó: uma perspectiva sócio-histórica. Disponível em: http://www.isssbrasil.usp.br/isssbrasil/pdfs2/tcms_4.pdf


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Ilha das Araras, energia solar e camarão



Caríssimos,

Hoje visitei a Ilha das Araras, Curralinho, no Marajó, localidade que detém um importante teste de desenvolvimento local que pode significar um novo estágio para comunidades agroextrativistas: o uso da energia eólica e solar.

Implantado a 2 anos, o projeto de energia solar na comunidade Santa Maria tem sido bem avaliado por alguns moradores com quem conversei. O questionamento deles fica por conta da manutenção, já que ninguém do município foi capacitado para atuar em caso de problemas. "Mas funciona", diz um morador que vê o fornecimento por cerca de 12 horas por dia de energia elétrica para as 18 famílias locais, cujo desempenho fora ultimamente diminuído por uma rama de açaizeiro ter caído em algumas placas solares, conforme relatos.

Na outra comunidade, chamada Santo Antônio, testa-se a energia eólica. Os "cataventos" e a central de placas solares fornecem energia para 40 famílias por 18 horas, na capacidade prática de atender por casa 3 lâmpadas, 1 frezzer e 1 televisão. É pouco, mas é um começo.



Detalhe: o Catavento está parado, esperando o técnico da empresa concessionária de energia do Estado para avaliação.

O projeto híbrido de geração de energia é uma ação do programa Luz para Todos, do Governo Federal.

Apesar dos avanços, fóruns como o Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Marajó precisam acompanhar o processo para animá-lo como iniciativa valiosa, cobrar a socialização dos resultados e mais investimento nesta plataforma de energia.

Para conhecer mais este projeto, visite: http://www.pac.gov.br/i/184c0cbd

Por outro lado, a Ilha das Araras é destaque na região na pesca de camarão. Na reunião em que participei, ficou claro a intenção de melhorar o sistema de manejo do camarão, como no exemplo apresentado a eles da experiência da Ilha das Cinzas, em Gurupá, reconhecida nacionalmente.

Preocupados com a sua maior fonte de renda, os comunitários da Ilha das Araras disseram que a organização social para pesca sustentável do camarão é fundamental para a ilha, hoje sem uma forma que apresente qualidade de pescado nem garantias para a manutenção dos estoques do crustáceo.

Além deste desafio, os moradores da Ilha das Araras tem 6 meses para construir espaço adequado para a manipulação de camarão, o que permitiria a venda a supermercados da capital Belém, segundo cobrança do Ministério Público Estadual. A Adepará e a Secretaria Municipal de Pesca de Curralinho estão acompanhando a associação local na busca de soluções para o entrave.

Conscientizar os associados que é preciso aprimorar a produção local de camarão em bases sustentáveis é o primeiro passo, analisaram os participantes.




domingo, 29 de setembro de 2013

Presidente do Uruguai fala na ONU em ciência, paz e critica o estímulo a uma vida de ‘resíduos e desperdícios’


Na Assembleia Geral das Nações Unidas, o discurso dos presidentes do Brasil, Irã e Estados Unidos repercutiram pelas formas tradicionais de poder, mas nas redes sociais quem bombou foi o presidente uruguaio José ‘Pepe’ Mujica com seu discurso humanitário, favorável à ciência e condenando as guerras como solução dos problemas políticos. Ele até se voluntariou para ajudar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Estado da Colômbia a fazerem um acordo de paz. O presidente americano, Barack Obama, chefe do maior exército do mundo, ficou por cima de todos, aos menos nos números de tuítes. Mas o crescimento de Mujica foi significativo e superou o da presidente brasileira e do iraniano Hassan Rouani após suas falas no púlpito das Nações Unidas. Enquanto eles caíam, as palavras do ex-guerrilheiro uruguaio eram espalhadas pelos ventos do Twitter pelas Américas e pela Europa, segundo as ferramentas de medição de redes sociais Topsy e TrendsMap.


O mérito de Mujica é ainda maior se for levado em conta o histórico dos outros presidentes, mais “incensados” pela mídia e que, ao longo da semana, ou no caso de Obama, do mesmo dia, têm assuntos domésticos que levam a milhares de tuítes sobre suas ações, explica Pedro Ivo Rogedo, pesquisador de mídias sociais da Coppead/UFRJ. No caso de Obama, o pesquisador diz, a repercussão de sua fala na ONU foi “relativamente pífia”. Ele lembra ainda que Rouhani teve também uma boa repercussão após seu discurso, quando reconheceu a existência do Holocausto em uma entrevista.


Há algumas semanas Mujica também criticou a ameça americana de bombardear a Síria com sua linguagem peculiar: "O único bombardeio admissível na Síria é de leite em pó, biscoitos e alimentos, não de armas”.

Veja alguns trechos do discurso de Mujica na Assembleia da ONU:

“Olá a todos, venho do Sul, esquina com Atlântico e o Prata”, começou Mujica, que tem 78 anos.

“Nossa época continua dirigida pela acumulação e pelo mercado. Prometemos uma vida de resíduos e desperdícios”.

“Minha história pessoal, a de um garoto, porque algum dia fui um garoto, que como outros quis mudar sua época, seu mundo, o sonho de uma sociedade libertária e sem classes”.

“No fundo, trata-se de uma contagem regressiva contra a natureza e contra a Humanidade como futuro. Civilização contra a simplicidade, contra a sobriedade, contra os ciclos naturais, e pior: civilização contra a liberdade que pressupõe ter tempo para viver as relações humanas, o único transcendente: amor, amizade, aventura, solidariedade, família”.

“Como se fosse pouco, o capitalismo produtivo, verdadeiramente produtivo, está meio prisioneiro da caixa dos grandes bancos, que no fundo, são o ápice do poder mundial”.

“Precisamos, sim, mastigar muito o velho e eterno da vida humana, junto à ciência, essa ciência que se empenha pela Humanidade e não para se ficar rico”.

“Então, cada um empunha as armas de acordo com seu próprio valor, e aí estamos porque não podemos raciocinar como espécie, apenas como indivíduos”.

“Fazemos diferenciações hierárquicas que, no fundo, minam o melhor que têm as repúblicas, que ninguém é melhor do que ninguém”.

“Defino que, enquanto o homem viva em clima de guerra, está na pré-História, apesar dos muitos artefatos que possa construir. Até que o homem não saia dessa pré-História e arquive a guerra como recurso quando a política fracassa... essa é a grande marcha e o caminho que temos pela frente”.

“Pensem que a vida humana é um milagre, que estamos vivos por milagre e que nada vale mais do que a vida. E que nosso dever biológico é por cima do todas as coisas, respeitar a vida e impulsioná-la, criá-la, procriá-la e entender que a espécie é nosso nós”.

http://oglobo.globo.com/mundo/discurso-de-mujica-na-onu-supera-rouhani-dilma-obama-no-twitter-10153872

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Manejo Florestal em Porto de Moz - Comunidade Arimum

Segue abaixo informe da Associação Comunitária de Arimum, Porto de Moz, sobre seu manejo florestal comunitário.



"Prezados,

Gostaríamos de informar que já começamos a extrair as árvores autorizadas, que totalizam 4.186,320 m³ pertencentes a 13 espécies florestais, referente ao terceiro Plano de Operação Anual da comunidade Arimum. Assinamos contrato com a empresa Arca Indústria e Agropecuária LTDA, de Tomé-açu - PA, para venda da madeira e terceirização das atividades de arraste e transporte.


Agradeço desde já o apoio de todos para que se tornasse possível mais essa conquista, que certamente irá trazer benefícios para todos os moradores da comunidade.


No final da safra convidaremos os parceiros que vêm nos apoiando para uma reunião de avaliação e reflexão de todo o processo de licenciamento e comercialização da madeira, dentre outros.


GENÉSIO RIBEIRO DA SILVA
Associação Comunitária de Desenvolvimento Sustentável 

do Rio Arimum (ACDSRA)".


terça-feira, 10 de setembro de 2013

O viveiro agroflorestal de Portel, no Marajó

Heron Macêdo, secretário de desenvolvimento econômico
e Antônio Vaz em frente a um dos módulos da UNIP.
Foto: Carlos Ramos


Em visita no último dia 07 de setembro de 2013, na cidade de Portel, visitei a Unidade Agroflorestal de Portel - UNIP, local de produção de mudas e sementes. O viveiro é gerenciado pela prefeitura de Portel, mais especificamente por sua Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Portão de entrada da UNIP. Foto: Carlos Ramos


Além de produzir hortaliças (alface, chicória, etc), essências agroflorestais (cupuaçu) e espécies de uso madeireiro (paricá, ipê), a UNIP testa formas práticas de produção de mudas. O melhor exemplo é o uso da garrafa pet nas sementeiras e na irrigação, cuja criatividade dos profissionais que lá atuam demonstra que é possível diminuir custos de manutenção de viveiros, fortalecendo seu principal objetivo: recuperar áreas degradadas e oferecer ao município e agricultores alternativas de melhoria de renda e conservação da floresta.


 
Antônio Vaz, Nogueira Júnior e Heron Macedo são os idealizadores
e lançam a proposta de garrafa pet para as sementeiras. Foto: Carlos Ramos


Copinhos de café reaproveitados
na produção de hortaliças. Foto: Carlos Ramos



Com 2 módulos que podem minimamente produzir 60 mil mudas (inclusive já receberam apoio do IDEFLOR), o viveiro agroflorestal de Portel é vital para o município nesta nova relação com os recursos naturais, hoje visitada por escolas e visitantes. 


Garrafas pet sendo usadas como irrigação. Pingando, pingando no pé de açaí.
Foto: Carlos Ramos.


Para quem quer reflorestar, é só procurar a prefeitura de Portel e seu viveiro.


Que a UNIP cresça cada vez mais, tal qual os paricás que o rodeiam...


PARABÉNS PELA BELA INICIATIVA PARA O MARAJÓ VER.