terça-feira, 21 de outubro de 2014

Fundos Florestais Comunitários: o Fundo Açaí da Comunidade Santo Ezequiel Moreno, Portel-Pa

Ponte da Comunidade Santo Ezequiel Moreno. Foto: ATAA

A comunidade Santo Ezequiel Moreno é uma das 17 comunidades existentes no rio Acuti-pereira, no município de Portel, Marajó, Pará. Com o Plano de Uso dos Recursos Naturais, elaborado para o rio em 2006 com assessoria do STTR de Portel e ONG FASE, as 15 famílias de Santo Ezequiel iniciaram o processo de transformação e luta pelo uso legítimo da terra, tendo como base a observância aos princípios do manejo florestal e dos recursos aquáticos.

A primeira mudança ocorrida a partir do plano de uso foi o impedimento da invasão de cortadores de palmito na região e o aprimoramento dos moradores em técnicas de manejo de açaizais. Estas duas ações foram fundamentais para a conservação dos açaizais nativos e aumento da produção de frutos de açaí na comunidade, que a coloca atualmente como uma das mais produtivas de Portel.
Igarapé local. Foto: ATAA

Segundo informações relatadas por lideranças locais quando da avaliação do plano de uso do rio Acutui-pereira em 2013, no período de 2006 a 2010 a produção de frutos de açaí cresceu ano a ano, passando de 15.600 latas para 23.000 latas. Em 2011 por conta dos trabalhos de manejo florestal nos açaizais nativos, onde foi necessário aplicar operações de desbaste nas palmeiras, houve decréscimo da produção, talvez influenciada pelos desbastes de açaizais, produzindo-se para comercialização 12 mil latas. As projeções dos comunitários, porém, apontam para uma tendência a recuperação a partir de 2012.

O aumento da produção de açaí e o aparecimento novamente de animais silvestres para alimentação e pescado permitiram à associação local o início de um processo de autonomia, tendo como base a valorização dos recursos naturais prevista no plano de uso. Mais do que isso, conseguiram gerar um fundo a partir da produção florestal iniciado em 2012.
Vila da comunidade Santo Ezequiel Moreno. Foto: ATAA
Neste ano citado, a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do rio Acuti-pereira (ATAA), entidade que representa Santo Ezequiel e outras comunidades da região do Baixo Acuti-pereira, inovou ao organizar ao longo da safra do açaí a arrecadação para o coletivo tendo como princípio a doação de 1 real para cada lata de açaí comercializado pelo moradores. Como exemplo, quando um trabalhador vendia 10 latas, deixava com a tesouraria da associação 10 reais para o fundo comunitário, cujo controle é feito através de anotações em cadernos. Em dezembro de 2012, a ATAA tinha arrecadado algo entorno de 12 mil reais com as doações, cuja aplicação dos recursos financeiros, votada em assembleia, destinou-se para:
  • A construção da ponte da comunidade, interligando a vila à área de plantio das famílias em terra-firme, com 600 metros de extensão;
  • A ampliação da sede da ATAA;
  • A estruturação da comunidade quanto ao abastecimento de água (700 metros de encanamento);
  • O apoio a viagem das lideranças para capacitações;
  • O investimento em outros produtos agrícolas e agroflorestais como hortaliças, legumes, mandioca, fruticultura (bacuri, taperebá, abacaxi) e no próprio manejo de açaizais e de espécies florestais como a andiroba.

Em 2013, o volume arrecadado foi de 11 mil reais, cujo montante foi investido na reforma da capela local e no fortalecimento da agricultura para alcançar os mercados institucionais de PAA e PNAE da CONAB. Para Teofro Lacerda, uma das maiores lideranças do rio Acuti-pereira:

Teofro Lacerda, presidente da ATAA. Foto: IEB

O fundo florestal do Acuti-pereira é importante por que tem gerado certa independência aos governos, nos permitindo a construção de pontes, contribuindo na compra de materiais para nosso sistema de captação de água e até mesmo ajudando no atendimento aos doentes. Esperamos aumentar cada vez mais este fundo, trazendo recursos de outras produções da agricultura familiar como a macaxeira, a melancia, abóbora e milho”.
Teofro Lacerda, liderança da comunidade Santo Ezequiel Moreno.




Para 2014, a estimativa é que o Fundo Açaí gere uma arrecadação final de 20 mil reais, a partir da poupança de R$2,00/lata de açaí vendida por cada família.

domingo, 28 de setembro de 2014

Um dia na vida de João Impigem de Oliveira Pano Branco


                                Belém, 20 de setembro de 2014.


Mulher me trocou por outro alguém
Na rua minha mala jogou
Perdi do meu bolso uma nota de cem
Japiim na moleira cagou

Tropecei bem na unha encravada
Rasgou a rede puída
Toalha caiu dentro da privada
Estourou a minha nascida

Rasa de açaí vi tombar no rio
Na perna fisgou uma arraia
Hoje me estranhou o cão que crio
Cordão me roubaram na praia

Queimou o meu rádio novinho
Um raio veio no telhado
Comboia topou-me no caminho
Feijão eu comi bem queimado

Eu subo no barco que construí
Rezo bem alto em mim
Dedico todo o meu sorrir
O mal sempre tem um fim
Pra um obrigado um florir
Uma criança eu vi
Tudo que valha em si
Minha força vem de Ti

Polícia achou que era bandido
Livrei-me, mas ainda apanhei
Ao abrir a boca engoli mosquito
Da estiva da vila eu despenquei

Pisei na rama do murumuru
Morcego mordeu-me a orelha
No porre dormi com um mutum
Rasparam-me a sobrancelha

Ex-sogra disse que eu não prestava
Cunhado deixou um prejuízo
A rasga-mortalha me agourava
Doeu-me o dente do juízo

O barco encalhou na vazante
Na terra das carapanãs
Um breu é o que vejo adiante
Pousou no meu ombro chicuã

Saia fora e voa pra os teus
Não acabas com sonhos meus
Não terei a morte daquele Orfeu
A Santa já intercedeu
Escritura que me valeu
Motivo do amor comoveu
Se ainda não convenceu
Eu teimo sendo de Deus.

Pantoja Ramos.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4971248


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ao IFT Núcleo Altamira

Após 16 anos de vida profissional com comunidades tradicionais, esta consultoria voltou novamente a motivar-se para a luta por direitos socioambientais na mesma intensidade quando dos primeiros trabalhos em Gurupá, no início dos anos 2000. Impressionante constatar que mesmo após tanto esforço para colaborar na consolidação dos processos fundiários em favor de famílias agroextrativistas, regiões como Almeirim ainda buscam a segurança a terra em seu reconhecimento, princípio básico de cidadania do campesinato. Parece que tal município esteve no limbo, alheio e alienado à toda conquista obtida na Amazônia em relação aos territórios dos povos da floresta.

Da mesma maneira, surpreendente fora o despertar de um grupo de lideranças que resolvem transformar este questionamento, tardio, porém necessário, em uma rede intercomunitária. Forte e insinuante, a RICA hoje se coloca como uma alternativa de reflexão em uma região dominada pelo modelo empresarial que não colaborou muito a agricultura familiar. A pergunta estava adormecida, o IFT em sua nobre equipe só ajudou que as comunidades levantassem a mão para indagar.

E indagaram. E questionaram. E protestaram. E nunca mais serão os mesmos. Direitos constitucionais são agora buscados, tendo o Ministério Público Estadual a sua voz para equilibrar as forças, historicamente descabidas para o lado de quem tinha condições de pagar um corpo jurídico para manter a situação em quase 40 anos de história.

Este consultor agradece à equipe do IFT pela renovação profissional enquanto cidadão. Somos antes de tudo, isto, pessoas, não máquinas como diria Chaplin. Trazer a esperança da liberdade à alguém é descobrir a América novamente. Indignar-se com uma casa derrubada pelo grande capital é relembrar porque alguns profissionais nasceram para servir a sociedade. Para estes, a ideia de horas/ dia não cabe. Só o que cabe é a justiça, atemporal e espalhada no horizonte. Mas só a enxergam aqueles que têm fé.

Obrigado pela fé.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Pai Zezão


                           Macapá, 21 de julho de 2014.

Pai Zezão sempre foi um grosseiro patriarca. De fala direta e franca, comandava com bengala de acapu aquela ilha no meio do rio Amazonas, no trecho entre Almeirim e Monte Alegre. Cambado de um lado da perna pelo beijo de um surucucu ainda moço, trazia a dor estampada no rosto que muitos viam como mau humor, porém era simplesmente a somatória das experiências vividas principalmente de ruim, e seu sonoro huuuummm era sinal de concordância ou serenidade diante da situação posta. Nunca dava pra saber se era a primeira ou a segunda ou as duas coisas juntas.

O velho tinha seis filhos, sendo quatro rapazes e duas moças, todos trabalhadores e disciplinados, a exceção de Percivaldo, conhecido ali como Chumbinho, dada a mania de caçar desde molecote. Chumbinho tinha uma revolta nascida dentro dele mesmo, sacudida pela família sempre pedindo para estancar a vadiagem e a zarulhice, talvez acostumado que era ao receber os bons tratos do fato de ser o caçula. Realmente, de Pai Zezão foi o que recebera a menor quantidade de carinhos de cinta de couro. Até quando apanhou, não foi em declarações de pausa silábica do por-que-você-fez-aquilo. Uma rapa aqui e acolá, esquivando a maior parte da costa por ser o preferido. Pai Zezão com ele era mais carinhoso. Os outros reclamavam da falta de critério do pai. “O Chumbinho faz o que bem qué e nunca leva o dele de verdade...”, protesta a mais velha. “Vem cá moleca que eu vou tê mostrá o teu que tá querendo!!”. E sova.

Esses episódios não eram a dinâmica daquela relação, não: na maioria das vezes bastava Pai Zezão olhar feio e bater a bengala de acapu no chão para todos já ficarem de sobreaviso e deixar de pavulagem. Assim era quando pediam pra ir às festas, quando queriam enrolar mais uns minutos na rede antes de ir pra roça, quando tinha visita em casa, quando era a sexta-feira da Paixão.

Já adultos, as mulheres casaram-se todas, os homens também a não ser Chumbinho. Viviam todos na mesma posse, com a influência de criação do patriarca não perder uma braça que fosse.

Um dia Pai Zezão tava escamuchando o dedão inflamado da unha encravada deitado na sua rede no salão da casa quando chega o Salatiel, filho do compadre Arnô. “Bença padinho”. “Deus te dê boa sorte”. “Padinho, o pai quê falá com o senhor sobre uma situação que aconteceu com a Verinha”. “Diga pra adiantá, é só com ele?”. “Sim senhor.”. Pai Zezão botou a camisa no ombro o que para ele significava já estar vestido, calçou a percata e já na saída lhe chega a esposa, Dona Ana, a antecipar a conversa com o compadre Arnô. “Homi, que vergonha, a Verinha tá prenha e tão dizendo pur aí que é do Chumbinho...”. “Comequié??!”. Nem contou conversa e foi para o campo de muinha onde o Chumbinho, nos seus vinte e dois anos de idade se preparava para bater um pênalti. No que se virou e viu o pai ainda tentou correr, mas foi enganado pela destreza do velho ainda capaz de dar um salto certeiro em qualquer cutia que bobeasse e assim trouxe o rapaz com o polegarzão travado na orelha. “Vem cá moleque que eu vou tê ensiná a ser homi de respeito pra num andar com a filha dos outro de família, molequi!”.

E no mesmo dia, já estava a capela, a noiva, os pais da noiva, até o padre que estava uma hora e meia de barco visitando uma ilha vizinha, tudo pronto para casar Verinha e Percivaldo Chumbinho. Ela num misto de sem graça e alegre. Ele todo amuado de cabeça baixa. E foram casados quase à meia noite pelo padre Rafael. Enquanto rolava o casório, de Pai Zezão se ouvia: “huuummmmm”.

Quinze anos depois, Chumbinho andava meio bebedor, hostil com todos até chegar ao cúmulo de bater em Verinha só porque perguntara onde estava o dinheiro do açaí que tinha vendido. Violentou a coitada até arroxear os dois olhos, vazios de vida que ficaram por sete dias. A notícia não tardou a chegar ao Pai Zezão, que contava os altos de seus setenta anos. “Ispia, pai, o Chumbinho porre bateu ontem de noite na Verinha”. O velho saiu no terreiro, passou pelo casebre e ainda viu a senhora humilhada na rede que mal balançava pra não trazer mais dor. Ao lado do jirau em pé estava Chumbinho e sua garrafa de cachaça a proferir impropérios para o pai. “Sai daqui velho, que sou homi agora e faço o que eu quiser nessa porra!”. Pai Zezão pegou a bengala tremida e deu com a curva da madeira na costa do filho rebelde, bastando duas porradas pra arrancar o ai-ai-ai do bebum, que logo se acocorou no canto da cozinha. “Quero vê se tu é homi de batê em macho de verdade. Tu é o valentão pra batê em mulhé, então toma o teu!!”. Rachou o supercílio de Chumbinho, que botou as mãos e cotovelos para proteger a cabeça embriagada. “Enquanto tu morar debaixo do meu sobrado, tu não manda nada aqui viu, molequi! Bate de novo na Vera, bate, que eu parto tua cabeça que nem um babaçu!”.

O evento marcou a ilha e fez de Chumbinho um cidadão aparentemente correto, até melhorou na lida diária, um comportamento que já não lembrava mais a bebedeira, e fez o pilequento largar a farra escondida com as mulheres trazidas nas geleiras pelos pescadores de Abaetetuba. Tudo em ordem que tirava de Pai Zezão ao ver Percivaldo carregando rasas de açaí o som de “huuummmmm”.

Cinco anos depois, Pai Zezão morreu. Foi-se devido a uma veia estourada na cabeça que não deu chance de se despedir dos filhos. Neste pé  Chumbinho voltou ao vício da bebida.

Bebeu a roça boa que tinha. Bebeu a embarcação que antes era limpa e rápida para os padrões locais. Bebeu o resto da casa que estava se ajeitando. Bebeu até o amor da esposa que não aguentando mais a ausência do marido, chamou a todos para uma audiência familiar. E disse aos cunhados ajuntados no salão: “Gente, antes de eu botá uma galhada na cabeça do Chumbinho, que não me dá carinho, não me procura, nem pára sequer na sala, só no jirau bicando buchudinha e mais buchudinha, eu prefiro dizer pra vocês que é melhor a gente seguir cada um pro seu rumo”. Todos escutaram e concordaram que talvez fosse o caso. De um a outro, surgiam huuummmm. “É isso que tu qué?”, perguntou o irmão mais velho. “É melhó”. E assim foi. Chumbinho, lá perto do Jirau nem fez questão de tentar entrar na reunião e dizer que iria mudar, que Verinha deixasse disso e que tudo seria melhor daqui pra frente. Só abraçou mais ainda a garrafa que dizia a ele que ao contrário daquela mulher, jamais o abandonaria.

Bêbado, largado, feridento, não falando coisa-com-coisa, Chumbinho passou a viver do coração bom das pessoas e dos irmãos, apodrecendo que nem a morada que lhe sobrara, fartando os cupins que ali se multiplicavam. Verinha, por sua vez, por consideração ao sogro passou a mandar religiosamente uma quantia em dinheiro para que Chumbinho não morresse de fome. Quando perguntada por uns dos filhos o que o vovô Zezão diria daquelas cenas de desolação, Verinha apenas balbuciou:

“Huuummmmmmm”.
Pantoja Ramos
http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/4891927

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Solar


                                      Melgaço, 12 de julho de 2014.


Solar
Ouvi que dava certo
Mas dá medo agir
A ideia estava perto
O óleo a me iludir
Melhor manter-me quieto
Intuição vou fingir
Escuro ficou descoberto

Voltei-me para o céu
O que queres me dizer?
Minha mente a revolver
Deve ser solar

Solar
Tão claro como a água
Energia que implante
Dos seres excitante
Arrisco um palpite
Vejo o Homem bem mais livre
Mas sendo solar

Solar
Sem lares afogados
Sem pulmões esfumaçados
Sem gritos amordaçados
Com a benção do Rei
Viveremos novo dia
Vira lastro alquimia
Gente sim solar

Solar
Comum para meu neto
Rotina a luzir
O Sol à Lua inverso
Recarga barco partir
Independente correto
A consciência seguir
Larga a ganância, alerto

Pensa caboclo que veio o tempo
Na voltagem do querer
Na amperagem do saber
Do que é solar

Solar
Tão óbvio o circuito
A lâmpada brilhante
Vê do espaço o migrante
Que lá de cima aviste
Da ciência que existe
Terra é solar

Solar
Com fios conectados
Ao invisível irradiados
Saturno e Órion plugados
São ligados ao infinito
Ciclo fim que inicia
A galáxia bateria
Fonte do solar
Pantoja Ramos
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/4881562

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Preocupação com a relação empresas x comunidades: sou a "Voz do Brasil"


Imagem retirada do Livro Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica, de Patrícia Shanley e Gabriel Medina.

Há municípios no Marajó que mantiveram-se até o final dos anos 2000 sem a presença de empresas madeireiras, apostando sempre no trabalho agroextrativista como gerador de renda e ocupação, com muitas referências no estuário amazônico neste sentido. No surgimento a cada dia de mais casos de relações entre empresas e comunidades para a extração de madeira, nota-se que mesmo após tantas atividades de mobilização e informação, comunidades inteiras podem colocar em risco a sua floresta em nome de capital imediato e relativamente fácil. 
Este consultor, que trabalha desde a década de 1990 no Marajó entende que a organização social é algo a ser trabalhada continuamente, tanto para a geração de resultados internos quanto externos, pois a falta de políticas públicas em sua execução é campo fértil para falsos salvadores. 
É na lentidão dos programas governamentais de créditos, de casas populares, de educação adequada à realidade agroflorestal e de manejo florestal comunitário e familiar concretamente factíveis que a extração madeireira predatória ganha espaço no meio rural, com velhas fórmulas de aviamento sob nova roupagem, ajudadas pela corrupção até de alguns nativos. Não visualizam as famílias, dos efeitos trágicos da exploração sem manejo adequado que podem afetar gerações inteiras. Por seus contratos de duvidosos e quantidade de madeira retirada de uma só vez das localidades, podem ser até legais tais extrações de madeira, mas são imorais.

A semente plantada pelo movimento social ainda nos anos 1980 deu frutos. Deu árvores. Se não for cuidada sempre, “gafanhotos” poderão destruir o que se conquistou. 

Mesmo sendo tratado como a "Voz do Brasil", continuo na reflexão.