quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Inauguração da Escola Santo Ezequiel Moreno, Rio Acuti-pereira, Portel
Foto: Teofro e Ana.
No último dia 14 de novembro foi inaugurada a Escola Municipal de Ensino Fundamental Santo Ezequiel Moreno, no Rio Acuti-pereira. Um desejo antigo da comunidade que dá nome à escola.
Através da parceria entre a comunidade (Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Rio Acuti-pereira - ATAA) e a Prefeitura de Portel, construiu-se a escola onde estudarão 97 alunos locais. Para 2016, pretende-se aumentar o número de alunos para 150, abrangendo outras localidades próximas.
O prefeito municipal, representantes da câmara de vereadores e lideranças locais falaram da importância do espaço construído, onde também funcionará o programa Saberes da Terra.
Foto: Ana
Na festa de inauguração, a comunidade apresentou seu grupo de dança e também sua inovadora culinária, já famosa em Portel. Coxinhas de açaí e quitutes à base de palmito e macaxeira foram bastante elogiados pelos presentes. Tais produtos já são oferecidos na merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE.
Foto: Ana
Em Santo Ezequiel Moreno fortalece-se a educação como instrumento de transformação social.
Parabéns à comunidade!
Foto: Ana
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Produção de Hortaliças em Viveiros Suspensos em Afuá, Marajó.
Foto: Alfredo Rosas
Exemplo de Viveiro Suspenso para produção de hortaliças em
regiões de várzea do Marajó.
Experiência da Emater de Afuá, sob coordenação de
Alfredo Rosas, na comunidade Marajosinho, próximo à sede do município.
Foto: Alfredo Rosas
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Crônicas do Corte: Certificação Florestal
Acampamento do protesto contra exploração de madeira
na comunidade Repartimento dos Pilões, em Almeirim.
Belém, 11 de setembro de 2015.
A certificação FSC
(que significa em inglês Forest
Stewardship Council e em português Conselho
de Manejo Florestal) é uma garantia de mercado internacionalmente
reconhecida, que identifica, através de sua logomarca, produtos madeireiros e
não-madeireiros originados do manejo florestal responsável[1].
Todo empreendimento ligado às operações de manejo comprometido com a natureza
e/ou à cadeia produtiva de produtos florestais, dentro dos princípios e
critérios do FSC, pode ser certificado.
Criada em 1993, a
certificação florestal FSC promove em
seus princípios e indicadores o manejo florestal socialmente justo,
ambientalmente responsável e economicamente viável, com acompanhamentos de
câmaras e sub-câmaras relacionadas a estes aspectos. Em tese, tais esferas tem
o mesmo peso nas tomadas de decisões[2].
A maior parte dos
empreendimentos trabalhados pelo FSC no Brasil tem sido aqueles voltados para
as florestas plantadas, sobretudo para os plantios de eucalipto. No que se
refere à exploração de madeira nativa na Amazônia, hoje se produz 600 mil
metros cúbicos (m3) de madeira certificada por ano[3], apenas
4% da produção brasileira total[4].
Apesar da tentativa do
mercado em garantir madeira com origem sustentável, passados 22 anos de sua
criação, os números de empresas que buscam esta modalidade de certificação, as
relações entre empresas certificadas e comunidades tradicionais e a qualidade
das agências certificadoras dão mostra que é necessário uma grande repactuação
deste processo para o bem do manejo florestal na Amazônia. Como argumentos,
delinearemos os comentários nos aspectos apontados neste parágrafo.
Sobre o número de empresas certificadas, poderia
elencar dois principais motivos para a não procura pelo Selo FSC em grande
contingente: a incerteza fundiária das terras da Amazônia e a grande
ilegalidade de extração madeireira que dificulta a valorização de preços para
aqueles que praticam o manejo florestal com certificação. No entanto, em minha
própria contradição neste ato de escrever, muitas terras foram regularizadas
nos últimos 10 anos, predominantemente em favor de comunidades agroextrativistas
no formato de Projetos de Assentamentos e Reservas Extrativas no propósito de
proteger os territórios coletivamente utilizados por populações tradicionais.
Além disso, os Governos federal e estaduais implantaram suas primeiras áreas de
concessão florestal, também definindo onde empresas podem manejar a floresta
quando atendido o artigo 6º da Lei de Gestão de Florestas Públicas[5]. Nos grandes
processos em curso de ordenamento fundiário, deveria ser a incerteza fundiária
não mais um problema. Mas em 2 casos que acompanho, nos municípios de Almeirim
e Portel, a certificação florestal premiou empresas com processos de
regularização fundiária questionados pelo Ministério Público. Sendo assim, como
certificar áreas duvidosas? Em se tratando de legalidade do processo de
comercialização, recentemente uma empresa certificada recebeu autuação do IBAMA
por irregularidade na gestão de créditos de madeira. Apesar de não ser na área
certificada, como manter um selo para quem promove uma coisa em um lugar e
adota operações duvidosas em outro?
Coincidentemente, nas
regiões apontadas acima onde ocorre dúvida fundiária, existem também
conflitos envolvendo comunidades locais e empresa certificada. Como se
obedece o Princípio 2 de Direitos e
Responsabilidades de Posse e Uso e de Direitos
dos Povos? Com as organizações governamentais e não governamentais
envolvidas diretamente na resolução destas dissensões, percebe-se pouca
percepção até o momento do FSC nas de exploração madeireira em florestas
nativas.
A problemática aponta por
sua vez para a qualificação das agências certificadoras e do próprio FSC,
pois vários relatos de comunitários de Almeirim descrevem falhas de abordagem e
não isenção nas auditorias feitas na empresa certificada. O mesmo ocorre em
Portel. Lembro que são os casos que conhecemos. E os demais?
Em movimento contrário, de um novo entendimento
sobre o uso responsável dos recursos naturais, vários produtos da floresta vêm
ganhando espaço e mostrando o valor da sociobiodiversidade. Falamos de
castanha-do-brasil, de óleo de palmeiras (murumuru, babaçu, etc), frutos e derivados
de frutos de açaí (que representam bilhões de reais negociados anualmente no
Marajó e Baixo Tocantins, no Pará). Produtos que são Bens e Serviços da Floresta
(BSF)[6] para o
país por tudo que envolvem no lema de socialmente
justo, ambientalmente responsável e economicamente viáveis. São Bens e
Serviços voltados para o bem estar das comunidades amazônicas (e também da
população urbana) que da floresta dependem. BSFs que deveriam estar na pauta
principal da certificação FSC, pois caso contrário, em mantendo o predomínio atual
para a madeira nativa e eucalipto, mostra-se o selo FSC como uma ferramenta estática
diante das estratégias de desenvolvimento local, de ações econômicas menos invasivas e mais justas
tendo o princípio da valorização da floresta em pé. A floresta é mais que “produtos
madeireiros ou não madeireiros”. A floresta é um patrimônio público, um bem,
nos oferece serviços.
Existe vontade de uma
repactuação da Certificação Florestal? Há um novo olhar sobre a floresta? As
câmaras setoriais (social, ambiental e econômica) mantêm-se equilibradas em sua
participação e podem intervir em
situações graves? Como envolver mais associações comunitárias e empreendedores
sociais no debate FSC? O selo FSC terá a confiabilidade dos consumidores quanto
à origem daquilo que marca?
Normalmente não gosto de fazer textos com tantos pontos de interrogação, mas no caso do FSC, é o que o contexto pede.
Normalmente não gosto de fazer textos com tantos pontos de interrogação, mas no caso do FSC, é o que o contexto pede.
[2]Dam, Cris van. La
Economía de la Certificación Forestal:
¿desarrollo sostenible para quien? - Chris van Dam Profesor de Política Ambiental y Desarrollo Sostenible Universidad Nacional de Salta, Argentina Miembro del FSC. 2001.
¿desarrollo sostenible para quien? - Chris van Dam Profesor de Política Ambiental y Desarrollo Sostenible Universidad Nacional de Salta, Argentina Miembro del FSC. 2001.
[4] O IMAZON estima que se produz anualmente 14
milhões de metros cúbicos ano em toras no país, com grande participação dos
estados do Pará e Amazonas (86%).
[5]
Segundo o sexto artigo da Lei 11.284, “...Antes da realização das concessões
florestais, as florestas públicas ocupadas ou utilizadas por comunidades locais
serão identificadas para a destinação, pelos órgãos competentes, por meio de: I
- criação de reservas extrativistas e reservas de desenvolvimento sustentável, observados
os requisitos previstos da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000; II - concessão
de uso, por meio de projetos de assentamento florestal, de desenvolvimento sustentável,
agroextrativistas ou outros similares, nos termos do art. 189 da Constituição Federal
e das diretrizes do Programa Nacional de Reforma Agrária; III - outras formas
previstas em lei.
[6]
Começo em 2016 a escrever sobre essa tese: não posso admitir no século XXI o termo
“Produto Madeireiro” ou “Produto Não Madeireiro”. Para a nova engenharia
florestal, há de reconhecer o papel prestado pelas florestas em seus Bens e
Serviços. Assim, castanha-do-brasil é um
BSF, açaí é um BSF, abelha sem ferrão, mais do quem bem, é um serviço de
polinização. Ganha a mata, ganha você, ganhamos todos.
domingo, 1 de novembro de 2015
Projeto Lançante: Uma tentativa de colaborar com a reflexão no Marajó
Caríssimos,
Em 2014 fui escolhido como um dos autores amadores que teriam textos publicados na 64ª edição do Projeto PALAVRA É ARTE, iniciativa do escritor Gilberto Martins no objetivo de formar e achar novos escritores brasileiros. "Porto Diego" abre esta edição, o que muito me honra.
Diante da problemática educacional no Marajó, minha região de origem, percebi que precisava provocar nos meus conterrâneos a vontade de colocar no papel suas histórias e sentimentos, sua realidade e sua arte. Fazer o que o projeto PALAVRA É ARTE me despertou: o irremediável desejo de escrever o que penso e ajudar a registrar o contraste entre a beleza amazônica e a luta dos seus viventes por dias mais dignos.
Confesso, nem sei se dará certo esta tentativa, nem sou bom na arte da escrita como acho que deveria ser, mas não fujo de minha característica de instigar, de cutucar para a reflexão. Por isso, a ajuda de meus inúmeros amigos me é bem vinda em prol de marajoaras mais críticos de sua condição, mais senhores de sua grandeza.
Aqui decidi chamar meu simplório incentivo de PROJETO LANÇANTE.
A Lançante, quando a lua cheia oferece as maiores marés, a água a espalhar nas ilhas, dominando, disseminando, fertilizando a terra. Assim penso que a ação-reflexão proposta por Paulo Freire o faz, encharca a gente de pensamentos, de ideias, de soluções.
Para todos.
Operacionalmente começarei divulgando autores do Marajó, conhecidos ou não, para que outros os leiam. Para isso, este Blog vem calhar, assim como as demais redes sociais.
Futuramente, penso ser importante promover concursos de redação e aí paro por enquanto, pois preciso dos amigos comprometidos com a cidadania para ajudar nesta formatação. E tenho vários.
É um projeto que vai se auto-construindo. Às vezes planejar demais atrapalha.
Vamos Lançante, escorrei mundo afora.
Em 2014 fui escolhido como um dos autores amadores que teriam textos publicados na 64ª edição do Projeto PALAVRA É ARTE, iniciativa do escritor Gilberto Martins no objetivo de formar e achar novos escritores brasileiros. "Porto Diego" abre esta edição, o que muito me honra.
Diante da problemática educacional no Marajó, minha região de origem, percebi que precisava provocar nos meus conterrâneos a vontade de colocar no papel suas histórias e sentimentos, sua realidade e sua arte. Fazer o que o projeto PALAVRA É ARTE me despertou: o irremediável desejo de escrever o que penso e ajudar a registrar o contraste entre a beleza amazônica e a luta dos seus viventes por dias mais dignos.
Confesso, nem sei se dará certo esta tentativa, nem sou bom na arte da escrita como acho que deveria ser, mas não fujo de minha característica de instigar, de cutucar para a reflexão. Por isso, a ajuda de meus inúmeros amigos me é bem vinda em prol de marajoaras mais críticos de sua condição, mais senhores de sua grandeza.
Aqui decidi chamar meu simplório incentivo de PROJETO LANÇANTE.
A Lançante, quando a lua cheia oferece as maiores marés, a água a espalhar nas ilhas, dominando, disseminando, fertilizando a terra. Assim penso que a ação-reflexão proposta por Paulo Freire o faz, encharca a gente de pensamentos, de ideias, de soluções.
Para todos.
Operacionalmente começarei divulgando autores do Marajó, conhecidos ou não, para que outros os leiam. Para isso, este Blog vem calhar, assim como as demais redes sociais.
Futuramente, penso ser importante promover concursos de redação e aí paro por enquanto, pois preciso dos amigos comprometidos com a cidadania para ajudar nesta formatação. E tenho vários.
É um projeto que vai se auto-construindo. Às vezes planejar demais atrapalha.
Vamos Lançante, escorrei mundo afora.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Grilado
Caríssimos,
Fui à uma palestra do Programa Municípios Verdes (PMV) e deparei-me (e fui teimoso com os palestrantes rsrsr) com algumas inconsistências em relação ao CAR e o ICMS Verde.
Fui à uma palestra do Programa Municípios Verdes (PMV) e deparei-me (e fui teimoso com os palestrantes rsrsr) com algumas inconsistências em relação ao CAR e o ICMS Verde.
Pensei
em escrever uma carta aos senhores e senhoras, mas não conseguiria me fazer
entender.
Tento repassar um pouco de minha inquietação que não é pouca, de alguém que trabalha em campo faz tempo com as comunidades amazônicas.
Tento repassar um pouco de minha inquietação que não é pouca, de alguém que trabalha em campo faz tempo com as comunidades amazônicas.
A
começar por eu nunca ter entendido como um aluno que estuda, estuda, estuda
(Gurupá nos seus anos de ouro entre 1986 e 2009) nunca ter sido reconhecido
como município verde, apesar de ter organizado seu território em favor da
floresta.
Por
outro lado, um aluno que nunca estudou, só aprontou, aprontou nos anos 1980,
1990 e 2000, de repente virou 1º Município Verde.
Talvez
isso explique a origem de muitas contradições.
Mas
vamos à minha dúvida:
CAR versus ICMS Verde
CAR versus ICMS Verde
O
Governo do Pará regulamentou em 2013 a
parte da
arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
destinada a distribuição entre os municípios, por critérios
ambientais. O
decreto estabelece que o ICMS Verde chegará a 8% dos 25% repassados até 2016.
O
cálculo do repasse tem
como base 3 critérios:
50% do
montante serão divididos de acordo com a porcentagem de propriedades rurais com
Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos municípios; 25% irão para os municípios que
cumpram metas de redução de desmatamento; e 25% para municípios que tenham
Unidades de Conservação (UCs).
E
aí fiquei a matutar sobre a atual situação do Cadastro Ambiental Rural no
Estado do Pará.
Escutei
dos palestrantes do PMV que o CAR é declaratório. Pois bem.
No
parágrafo 2º do artigo 29 do Novo Código Florestal aponta-se que “O
cadastramento não será considerado título para fins de reconhecimento do
direito de
propriedade ou posse...”.
propriedade ou posse...”.
Também
escuto que irão fazer a filtragem daquilo que é válido ou não, em caso de
sobreposição com áreas já regularizadas (terras indígenas, projetos
agroextrativistas, reservas extrativistas, unidades de proteção integral,
etc...) e situações conflituosas.
Existem
denúncias que muitos CARs são
tentativas de grilagem, então por que o filtro mais fino não é logo realizado e
assim consolidados os Cadastro Ambientais Rurais “Mansos e Pacíficos” (assim
como existem as posses mansas e pacíficas...)?
Em 2014 falou-me uma servidora da
SEMA (hoje SEMAS), “iremos logo resolver isso...”.
Pois
me preocupa o mapa do CAR no Estado assim publicado no SIMLAN (aqui apresento o
Marajó).
Ainda
mais quando cruzo as informações com o Cadastro Nacional de Florestas Públicas.
Fonte: Cadastro Nacional de
Florestas Públicas 2013/ Serviço Florestal Brasileiro. Recorte do Marajó
Mesmo
não sendo especialista no assunto, coloco um mapa ao lado do outro e arrisco
algumas perguntas...
Dúvida
1: por que não se considera como CAR (coletivo) o que já foi regularizado em
reservas extrativistas, PAES do INCRA, territórios quilombolas, etc??
Dúvida
2: há sobreposições em áreas já regularizadas ou destinadas como a Flona
Caxiuanã e a área do Decreto 579 em Portel (Gleba Joana Peres 2), por que estão
no site??
Dúvida
3: tem um
bocado de CARs em
áreas do Marajó pertencentes à União, cujos tamanhos devem ser acima de 2.500
hectares. Tá no site...
Com
esses 2 mapas, veio-me a indagação maior, o meu grilo:
Como pode ser o critério de 50% o CAR para determinar o ICMS Verde???????
Como pode ser o critério de 50% o CAR para determinar o ICMS Verde???????
Se
é frágil a situação declaratória, então o Estado do Pará assume que vai pagar
ICMS Verde para municípios que tem maior número de CARs,
mesmo que alguns possam
ser tentativas
de grilagem.
Em
determinadas regiões, tem mais CAR que comunidades no mapa do SIMLAN, ou seja,
quem pode pagar, paga; já trabalhadores rurais (até 4 módulos fiscais ou em
caso de modalidades coletivas) dependem da Emater com pouco recurso para ir
para campo. No caso das modalidades coletivas, por que a demora a nível federal
e estadual para fazer o CAR coletivo?
É
óbvio que o CAR é uma ferramenta de gestão ambiental poderosa, sobretudo em
terras já consolidadas em termos fundiários.
O problema é o atalho, é quando escuto de um senhor do Ministério do Meio Ambiente: “ah, se a gente fosse esperar todas as terras serem regularizadas...”. Tá bom, trabalhe então o país com a dúvida sempre.
O problema é o atalho, é quando escuto de um senhor do Ministério do Meio Ambiente: “ah, se a gente fosse esperar todas as terras serem regularizadas...”. Tá bom, trabalhe então o país com a dúvida sempre.
Muitos
companheiros e eu temos lutado para esclarecer a seguinte situação às famílias
agroextrativistas:
Fonte: Cartilha Fundiária (Katia
O. Carvalheiro;
Girolamo D. Treccani;
Christiane Ehringhaus;
Pedro Alves
Vieira
– 2008)
Agora
o esclarecimento é este:
Desculpe,
mas o ICMS não é verde, é meio cinzento...
Não
sei se vocês me entendem, sei lá, eu
continuo GRILADO
com o
Cadastro Ambiental Rural...
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
A Casa da Mulher
Foto: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/14/opinion/1442235958_647873.html / Lilo Clareto
Rio Paruahu, pensando em Belo Monte, pensando em Almeirim, 04 de outubro de 2015.
São homens maus,
são homens maus que destroem minha casa
em nome de outros covardes
que não tem coragem de me olhar de frente
mas espera, antes de ir, dai-lhes este recado:
Derrubaste minha casa
caiu o esteio de minha história
ali mantinha a plantinha
neste canto meu filho brincou
pisaste nas minhas memórias
que fiz de cruel para este furacão?
confesso que me balou no peito
Destroços de meu coração
derrubaste a casa
derrubaste-me um pouco
mas de repente veio-me a ideia
reerguer-me
pois a casa sou eu
afinal sou Mulher
trago a vida desde que o mundo é mundo
vou me levantar
vou ser exemplar
outras virão juntar-se
para assim sermos infinitas
vejo o medo em seus olhos
não contavas o quanto seríamos
esta é nossa casa
derrubaste a casa
suas máquinas e homens sem emoção
passarão uma vez que não há alma
e seu numerário
nada será para te dar a paz
dorme com o choro das crianças
e não sentindo consciência
nas fugirás dos meus olhos
vem prestar contas comigo
veja quanta firmeza
o espelho do que é princípio
da ternura e coragem
vejo-te o receio
e a pequenice dos atos
agora sou gigante
a exigir em todo o Universo
Derrubaste a casa!
mas acordaste a fúria!
dos extremos da Terra
vem ajudar-me Gaia!
juntas comandantes
pisaremos a cobra
juntas mudaremos
todos os destinos
A Casa é da Mulher
Tenho o rosto de todas
até de sua mãe
sua filha e esposa te condenam
veja o enlaçado que estás um nó
não percebias que somos uma só
Ao ferir Nossa Lei agora és réu
derrubaste o lar da inocente que só queria paz
todo teu dinheiro não vai te livrar
nem mil advogados irão te escapar
queres saber por que?
Justiça é uma Mulher!!!!!
São homens maus,
são homens maus que destroem minha casa
em nome de outros covardes
que não tem coragem de me olhar de frente
mas espera, antes de ir, dai-lhes este recado:
Derrubaste minha casa
caiu o esteio de minha história
ali mantinha a plantinha
neste canto meu filho brincou
pisaste nas minhas memórias
que fiz de cruel para este furacão?
confesso que me balou no peito
Destroços de meu coração
derrubaste a casa
derrubaste-me um pouco
mas de repente veio-me a ideia
reerguer-me
pois a casa sou eu
afinal sou Mulher
trago a vida desde que o mundo é mundo
vou me levantar
vou ser exemplar
outras virão juntar-se
para assim sermos infinitas
vejo o medo em seus olhos
não contavas o quanto seríamos
esta é nossa casa
derrubaste a casa
suas máquinas e homens sem emoção
passarão uma vez que não há alma
e seu numerário
nada será para te dar a paz
dorme com o choro das crianças
e não sentindo consciência
nas fugirás dos meus olhos
vem prestar contas comigo
veja quanta firmeza
o espelho do que é princípio
da ternura e coragem
vejo-te o receio
e a pequenice dos atos
agora sou gigante
a exigir em todo o Universo
Derrubaste a casa!
mas acordaste a fúria!
dos extremos da Terra
vem ajudar-me Gaia!
juntas comandantes
pisaremos a cobra
juntas mudaremos
todos os destinos
A Casa é da Mulher
Tenho o rosto de todas
até de sua mãe
sua filha e esposa te condenam
veja o enlaçado que estás um nó
não percebias que somos uma só
Ao ferir Nossa Lei agora és réu
derrubaste o lar da inocente que só queria paz
todo teu dinheiro não vai te livrar
nem mil advogados irão te escapar
queres saber por que?
Justiça é uma Mulher!!!!!
Pantoja Ramos
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/5406249
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